terça-feira, 29 de março de 2011

Agricultores são obrigados a recuperar estrada para escoar safra

Blog do José Bonifácio

BR-235

Desde 1978, quando os pioneiros Antonio Luis Avelino Filho e Esdras Avelino Filho realizaram, na Fazenda Baixa Serena, distante 40 quilômetros da cidade de Santa Filomena, o primeiro plantio de arroz de sequeiro mecanizado em pleno cerrado, que os agricultores da região sofrem na hora de escoar a safra agrícola.

Justamente agora, quando eles começam a colher uma safra recorde, cerca de 130 mil toneladas de grãos (mais de 10 por cento da safra de soja no Piauí), novamente a eficiência da porteira por dentro não encontra correspondência do lado de fora.

Tudo seria comemoração não fossem as péssimas condições das estradas. Mas no exato momento de transportar a produção, eles se deparam com os desafios logísticos.

BR-235

Em aproximadamente 80 quilômetros, desde a Fazenda Cosmos até bem perto de Gilbués, a problemática BR-235 virou um verdadeiro “carreiro”, caminho estreito, repleto de crateras, precipícios, poças d’água, lama e muitos atoleiros.

Em função dessa mazela da infraestrutra de transporte, toda a produção agrícola da área (exceto a de algodão) deverá ser transportada via cidade de Santa Filomena, já que a estrada oferece pelo menos as condições mínimas de trafegabilidade. Para tanto, os próprios produtores rurais foram obrigados a bancar a recuperação de outros 70 quilômetros, desde a Fazenda Galiléia (Insolo Agroindustrial S/A) até a Balsa Pipes, no rio Parnaíba.

Tratores agrícolas são empregados no tapa-buracos, numa espécie de “Operação Safra 2011″. Vizinhos se juntaram, cederam máquinas, compraram combustível e estão tocando a obra como podem, contando também com o apoio da Prefeitura Municipal de Santa Filomena.

BR-235

Pelo trecho deverão passar mais de 3 mil caminhões carregados, numa estrada que talvez não suporte a metade do peso. Parte da frota de caminhões tem mais de sete eixos, cada um com peso de dez toneladas, numa trilha que foi construída para resistir menos de seis toneladas.

A partir de Santa Filomena, os caminhões seguem pela rodovia MA-006, de Alto Parnaíba até Balsas, no estado do Maranhão, onde os grãos são entregues diretamente nos entrepostos da Bunge e da Cargil, grandes “tradings” que operam no setor.

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